
Neste episódio do Diálogos Mecila, Ana Coutinho conversa com o antropólogo e curador Thiago da Costa Oliveira sobre a circulação das máscaras Ype, também conhecidas como Cara-Grande, do povo Apyãwa-Tapirapé, e sobre as relações entre povos indígenas, museus e acervos etnográficos. A partir da trajetória dessas máscaras — produzidas tanto para contextos rituais quanto para circulação fora das aldeias a partir da década de 1960 —, o episódio aborda os diferentes sentidos de sua presença em museus e coleções particulares. A conversa também discute as transformações realizadas nas máscaras destinadas à venda e as formas pelas quais os Apyãwa estabeleceram relações com colecionadores e instituições museais. O episódio explora ainda os processos contemporâneos de musealização indígena e o interesse dos Apyãwa pelo retorno digital de fotografias, gravações sonoras e outros registros presentes em acervos. A partir dessas experiências, Ana e Thiago refletem sobre as possibilidades, os desafios e os efeitos dos retornos digitais, incluindo a reaproximação de cantos e imagens com seus contextos de origem. Descrição do canto: Os trechos dos cantos que ouvimos ao longo do episódio se chama Marakyja. Esse canto é entoado no ritual de iniciação masculina e cantado por rapazes e homens das duas metades rituais. O canto pode ser ouvido por todos os moradores das aldeias durante a festa. Roteiro: Ana Coutinho Apoio: Joaquim Toledo Jr. Produção: Zoompop