
A decisão por uma viagem pode ser motivada pela paisagem, algum tipo de passeio específico ou evento. Porém, certos hotéis têm despertado interesse e passaram a influenciar na escolha de viajar. Esses hotéis deixam de ser apenas infraestrutura e funcionam como atrativos. Para tornar-se uma atração, o hotel precisa do reconhecimento do público, ou seja, as histórias precisam circular, as imagens devem adquirir significado e as pessoas precisam considerar aquele hotel como algo que merece ser conhecido. Um exemplo é o Copacabana Palace, no Rio de Janeiro (RJ). A relevância não está ligada só ao luxo. Ao longo de mais de um século, o estabelecimento foi associado à vida cultural da cidade e à presença de personalidades como Marilyn Monroe, Nelson Mandela e Madonna. Essas presenças reforçam os marcadores ligados ao hotel e sua associação com o imaginário da cidade. Por outro lado, um estudo nomeado de Hotel especializado como atração turística, de 2016, demonstrou que um hotel pode convergir em duas atividades: hospedagem e atração turística. Em outras palavras, sem deixar de hospedar, o hotel passa a integrar o conteúdo turístico do destino. Essa dualidade explica um hotel ser atrativo.