
A gente imagina como vai ser a maternidade, o que é ser uma boa mãe, mas raramente a experiência real corresponde ao que sonhamos. Luciana engravidou da primeira filha aos 36 anos e se a gestação foi tranquila, o puerpério foi desafiador. Entre a hipervigilância, as noites sem dormir e o medo de perder a bebê, Luciana encontrou muitas dificuldades para amamentar. Até onde sustentar a amamentação? Suportar a dor, a carne viva, a ansiedade antes de cada mamada, a perda de peso do bebê? Três semanas após o parto, Luciana precisou ser operada, sob anestesia geral, para drenar uma infecção na mama. Ela conta aqui o luto da maternidade idealizada, o parto induzido e como a amamentação, que se tornou uma experiência prazerosa, durou um ano. Com ela, falamos sobre a mãe que queremos ser, os riscos de trombofilia e sobre uma segunda gestação quando já se tem um bebê em casa. Obrigada, Luciana, por nos lembrar da importância de cada mãe respeitar os próprios limites.