
Direto da ProWine São Paulo 2026, o SommCast TV recebe Juan Andrés Marichal, enólogo e quarta geração da Bodega Marichal, de Canelones, no Uruguai. Com raízes que remontam a 1916, a família construiu uma história que atravessa gerações, transformações do mercado e mudanças na maneira de produzir vinho. Agora, Juan lidera uma nova etapa, conectando tradição, inovação e identidade. Mas como modernizar uma vinícola centenária sem perder sua essência?Durante a conversa, conduzida por Édio, Juan revela como o Tannat uruguaio deixou para trás a fama de vinho excessivamente rústico para conquistar elegância, frescor e reconhecimento internacional. O terroir de Canelones, a influência do Rio da Prata e a evolução das técnicas de vinificação ajudam a explicar essa transformação. O episódio também explora a aposta em variedades como Mencía, Alvarinho e Ancellotta, a colaboração com artistas uruguaios na linha Criatura e a expansão da vinícola para mais de 25 países, com o Brasil entre seus mercados mais importantes.E a inovação não termina na garrafa! Juan apresenta o Vermute Flores, projeto que resgata a tradição uruguaia dos aperitivos com uma proposta diferente: colocar o vinho, e não os botânicos, no centro da experiência. Entre histórias de família, novas tendências de consumo e desafios do mercado internacional, o episódio mostra que o futuro do vinho uruguaio vai muito além do Tannat.Destaques🇺🇾 Quatro gerações de tradição: Da produção de uvas iniciada em 1916 à fundação da vinícola em 1938, a família Marichal atravessou diferentes momentos da vitivinicultura uruguaia. Hoje, Juan e sua irmã trabalham para levar esse legado a uma nova geração de consumidores.🍇 A transformação do Tannat: Antes associado a vinhos extremamente tânicos e rústicos, o Tannat ganhou novas interpretações. Melhor controle da maturação, técnicas modernas e uso equilibrado da madeira revelaram vinhos mais elegantes, frutados e acessíveis, sem perder estrutura e potencial de guarda.🌎 Canelones e a identidade do terroir: Região responsável por cerca de 60% a 70% da produção uruguaia, Canelones combina influência marítima, solos argilosos, calcários e graníticos. A Bodega Marichal trabalha exclusivamente com uvas de seus próprios vinhedos, buscando expressar essas características em cada garrafa.🎨 Criatura: quando vinho encontra arte: Uma colaboração com o artista uruguaio Gastón Xavat deu origem a uma linha de rótulos que transforma características das uvas e do terroir em criaturas artísticas. Uma maneira de aproximar a tradição do vinho de novas linguagens e públicos.🥂 Uruguai muito além do Tannat: Mencía, Ancellotta e Alvarinho mostram a diversidade do país. Vinhos mais leves, frescos e com menor concentração ganham espaço, especialmente no Brasil, desafiando a ideia de que o Uruguai produz apenas tintos potentes.🍸 Vermute Flores e novos hábitos: Produzido em versões de Tannat, Tannat Rosé e Alvarinho, o projeto aposta em botânicos que valorizam, em vez de esconder, a personalidade do vinho. Uma conexão entre a cultura uruguaia dos aperitivos e as novas tendências da coquetelaria.📈 O Brasil no centro das oportunidades: Enquanto mercados internacionais enfrentam retração no consumo, Juan destaca o potencial brasileiro, a importância da ProWine e o papel da educação na expansão da cultura do vinho.🚀 O futuro da Bodega Marichal: Experimentar novas castas, aprofundar o conhecimento do terroir e aprimorar a vinificação são prioridades de uma família que entende que preservar a tradição também significa continuar evoluindo.