Esse episódio apresenta trechos da obra "Terapia de Crisis" de Alfredo Moffatt, um psicólogo social argentino que desenvolveu sua teoria a partir de décadas de trabalho com populações marginalizadas e em situações de emergência. Moffatt defende a Terapia de Crise como um paradigma oposto ao psicoanálise tradicional, propondo as três aberturas: o foco no grupo em vez do indivíduo, a ação e o corpo em vez apenas da palavra, e o futuro e a transformação em vez do passado. A filosofia existencial é o suporte para esta terapia, enfatizando o ser humano como um projeto no tempo e o vínculo social como essencial para a identidade. O autor discute o processo terapêutico em quatro etapas—contenção, regressão, explicação e mudança—e aplica sua teoria a fenômenos sociais graves, como a sociopatologia de jovens viciados em drogas, a violência, a desvalorização da velhice, a elaboração de luto (incluindo em tragédias como Cromañón) e a problemática dos "desaparecidos sociais" nas periferias e hospícios. Moffatt critica o sistema que marginaliza e impõe soluções químicas, defendendo a solidariedade e a cultura popular como chaves para o esclarecimento e a transformação social.