
Episódio
O texto analisa o Carnaval brasileiro sob a perspectiva da psicologia analítica e arquetípica, apresentando-o como uma ferramenta essencial de regulação psíquica coletiva. O autor argumenta que a festividade atua como um antídoto simbólico contra as pressões de produtividade e o isolamento da sociedade contemporânea, permitindo a suspensão temporária das identidades rígidas. Através do conceito de êxtase dionisíaco, a obra demonstra como o evento integra memórias ancestrais e elementos da sombra cultural para promover a cura da alma coletiva. Ao subverter hierarquias e utilizar máscaras, o Carnaval é descrito como um ritual de resistência que resgata a alteridade e a transcendência em um mundo excessivamente funcional. Em suma, o artigo defende que a folia não é apenas entretenimento, mas uma tecnologia de renovação social indispensável para a manutenção da saúde espiritual do país.