
Episódio
Vamos ser francos. A imagem do advogado como um enxadrista que calcula movimentos frios e precisos é bonita para séries de televisão, mas não sobrevive a uma segunda-feira de manhã no fórum. A advocacia real não acontece num plano platônico de lógica pura; ela ocorre num terreno pantanoso. A premissa central que precisamos derrubar é a de que o direito é um embate entre agentes racionais. Não é. O modelo clássico da teoria dos jogos — aquele que busca uma elegância matemática perfeita — nos entrega um mapa para um território que não existe. Ele pressupõe o homo economicus, um ser que maximiza ganhos e minimiza perdas com precisão cirúrgica. O objetivo desta análise é desmontar a mecânica das disputas jurídicas sob a ótica da racionalidade limitada e entender como a inteligência artificial (IA) entra nessa equação. Veja análise completa aqui. Por André Medeiros.