Na voz de Billie Holiday em 1939, essa icônica canção e poema de três estrofes de Abel Merpool, um professor judeu americano e compositor filiado ao partido comunista, ganhou destaque como uma das maiores bofetadas contra o racismo, a canção modelo que praticamente inspirou boa parte das canções de protesto americanas que vieram depois. A primeira versão foi na voz da também cantora de jazz Laura Duncan, mas foi Holiday que de fato a fez virar uma canção símbolo da luta antirracista. A canção se tornou tão significativa que mereceu uma bela biografia do jornalista David Margolick, “Strange Fruit: Billie Holiday e a biografia de uma canção”. Os versos descrevem através da dura e bela metáfora “fruto estranho” as práticas de linchamento e assassinato de corpos negros que eram pendurados em árvores. Leonard Feather, crítico importante de jazz, considera a primeira canção de protesto relevante na história da música, "o primeiro clamor não emudecido contra o racismo”. Margolick, autor do livro, cita como a música vivia em uma espécie de “quarentena artística”. Não era seguro cantá-la e mesmo nos lugares onde conseguiam executá-la ela podia ser recebida negativamente . Ele fala do contraste entre uma cantora negra que cantava com profundo sentimento uma canção trágica de protesto sobre linchamentos e uma plateia branca que saía para se divertir, dar umas risadas, encher a cara e, no fim, ficava em choque. Aperta o play! Músicas Strange Fruit (Billie Holliday) Strange Fruit (Nina Simone) Strange Fruit (Mal Waldrom) Strange Fruit (Sidney Bechet) Strange Fruit (Wynthon Marsalis quinte & Richard Galliano) Strange Fruit (Sting e Gill Evans) Strange Fruit (Cocteau Twins) Strange Fruit (Siouxie and the Banshes) Produção: Baioque Conteúdo Roteiro e apresentação: Pedro Schwarcz Direção: Newman Costa Edição: Felipe Caldo Redação: Luiz Fujita e Paulo Borgia Arte: CRIO.LAH Segue a gente lá no insta: @umpaposobresom Produção: Baioque Conteúdo Roteiro e apresentação: Pedro Schwarcz Direção: Newman Costa Edição: Felipe Caldo Redação: Luiz Fujita e Paulo Borgia Arte: CRIO.LAH