
Episódio
Cuidado com o fingimento, pode ser descoberto! “Penso ser puro fingimento, mas se assustando com o próprio fingimento, o fingimento também assusta à própria pessoa que vê o outro acreditando no fingimento dela pois ela de algum modo sabe que nisso também reside um grande perigo de ser descoberta” Sonhos inventados em narrativas e sonhos sonhados espontaneamente. A capacidade de inventar sonhos não são muito diferentes dos sonhos que são sonhados. Por isso é possível interpretar um sonho, porque se o homem fabrica um sonho intencionalmente, narrando ele de modo intencional acordado, aquele sonho fabricado de noite de modo inconsciente e dormindo, também pode ser interpretado como um sonho intencional, mesmo que essa intencionalidade seja ‘inconsciente’ – o Inconsciente Narcísico. Sonhos aparentemente sem intencionalidade. Narciso sonha de modo inconsciente enquanto está dormindo e fabrica sonhos consciente quando está acordado. O sonho de grandeza de Narciso: Em Freud é interpretar os sonhos do homem. Machado mostra sua grandiosidade inventando sonhos acordado. Sonhos de imortalidade. Machado em Vida Eterna sonha com a eternidade do Autor. Aparece Dom Quixote no sonho, aparece a antropofagia, o homem velho vai ser devorado por canibais logo depois de casar e ficar rico. O velho casa com uma linga mulher, ganha muito dinheiro, e receberá como prêmio ser devorado pelo sogro e amigos. Teria gente “velha” querendo devorar Machado. Machado, o rei do acidente, o rei da invenção, o rei da criatividade, deve ter gerado muita inveja de gente que queria devorá-lo. No final o autor faz o personagem dizer: Ao sair, disse-me o Vaz: - Por que não escreves o teu sonho para o Jornal das Famílias? - Homem, talvez. - Pois escreve, que eu o mando ao Garnier. Em Dom Casmurro também é o personagem que dá o título do livro. É o personagem que dá nome ao livro, um objeto físico da realidade, que o leitor irá comprar!