O problema é que a consciência adquirida não se transfere: A marca cega: E, após percorreres a extensão de tua mente, o que Avistas fica claro como rol de carga; Nada mais, para ti, deve ser julgado Existente. E qual é a vantagem? Apenas que, com o tempo, Como que se identifica a marca cega Exibida por toda conduta nossa, rastreia-se-lhe a origem. Mas confessar, Na tenra noite em que começa nossa morte, Justo qual foi ela, eis o que não chega a satisfazer, Pois se aplicou a um só homem, uma vez, E esse homem agonizava. O pequeno poema é uma reflexão sobre o “it”, a unicidade, o Daemon, a genialidade, existente em cada pessoa, sua marca única, intransferível, e com a qual ela morre, por mais que tente transferir em palavras, jamais conseguirá.