
Nas últimas décadas, o turismo tem se moldado a diferentes realidades, adaptando-se a cenários históricos instáveis e muitas vezes imprevisíveis. Um dos fenômenos mais paradoxais observados recentemente é o interesse crescente por viagens a zonas de guerra. Em meio a conflitos armados que forçam populações inteiras a se deslocar e reduzem cidades a escombros, um tipo específico de turista escolhe justamente esses destinos para visitar. A prática, embora crescente, exige questionamentos sobre a ética e as intenções dos visitantes desses destinos. Segundo o doutor em Turismo Renan Augusto Moraes Conceição, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, esse fenômeno evidencia uma complexa ligação entre turismo, risco e memória. A viagem, tradicionalmente associada ao lazer, ao descanso e ao encantamento, passa a ser também uma experiência carregada de tensão, sentimentalidade e significado político. Gostou desse episódio? Quer saber mais? Então acesse https://jornal.usp.br/sinopses-podcasts/ciencia-do-turismo/ e fique por dentro!