
Episódio
Arlindo Cruz tem um trabalho musical que traz a percepção do discernimento do corpo negro como território, em que o lugar indica expressões culturais, constituindo produções de sentidos. Arlindo demonstra consciência da luta e a ritualidade da dança negra, que se entrelaçam formando um onirismo utópico no cotidiano popular. Sua canção levanta a espontaneidade doce da alma na negritude, que resiste à acidez da imposição do mercado eurocaucasiano. A canção Meu lugar é um exemplo de um canto do amor na grandeza da alegria dialética, percebida, na amplitude holística da circularidade na roda de samba, que revela existencialidade coletiva, como elemento fundamental da herança lúdica-gregária africana.