
Episódio
O texto analisa A Cabana de William P. Young sob a ótica da psicologia junguiana, interpretando-o como uma fábula que ajuda a lidar com conflitos humanos como a finitude e a angústia. A trama gira em torno do trauma de Mack após o assassinato da filha e sua jornada de reconciliação com Deus, tendo a cabana como símbolo de redenção. A análise destaca como símbolos e fabulação promovem harmonização psíquica e corporal diante da dor, apoiando-se em Bergson e Jung para explicar sacrifício e transformação simbólica. Por fim, discute a representação não convencional da Trindade no encontro onírico de Mack — Pai como mulher negra, Cristo como carpinteiro oriental e Espírito Santo como mulher asiática — como recurso terapêutico que rompe conceitos rígidos e favorece a cura psicológica. Texto de Carlos São Paulo.