
A poesia de Lívia é musical por natureza. Embora ela colabore com diversos artistas, uma música que dialoga perfeitamente com sua obra e a homenageia em espírito é 'Mulher do Fim do Mundo', na voz de Elza Soares. Assim como os versos de Lívia, a canção de Elza fala sobre a resistência da mulher que 'vai cantar até o fim', transformando a dor em arte e a cicatriz em bandeira. Ambas representam a voz que o Brasil tentou calar, mas que se tornou um grito coletivo de liberdade. “Na avenida, deixei lá A pele preta e a minha voz Na avenida, deixei lá A minha fala, minha opinião A minha casa, minha solidão Joguei do alto do terceiro andar”