
Episódio
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe as biólogas Débora Cristina Rother, coordenadora do Laboratório de Conservação e Restauração Ecológica (Lacre) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e Carine Emer, pesquisadora do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) e do Instituto Juruá, no Amazonas. As biólogas afirmam que hoje resta entre 12% e 18% da vegetação original da Mata Atlântica, uma situação crítica, pois mostra a perda contínua de florestas maduras, mesmo com o ganho de vegetação jovem. Débora e Carine destacam que, apesar de plantar árvores ser algo positivo, não é suficiente para restaurar a Mata Atlântica. Essas informações fazem parte de um estudo realizado pelas pesquisadoras, que utilizaram um banco de dados a partir de amostras da região de Batatais (SP), em que o cultivo de cana-de-açúcar é predominante. O estudo teve como objetivo entender como áreas restauradas integram-se na paisagem e como as espécies se distribuem, análise feita a partir da teoria de redes ecológicas, segundo Carine. Os resultados obtidos pelas pesquisadoras revelam que as áreas em restauração ainda não estão totalmente integradas à rede ecológica da paisagem. Também apontam diferenças entre as espécies que estão se regenerando naturalmente e aquelas que foram plantadas, o que indica que as mudas surgidas espontaneamente vêm de outras áreas. Isso sugere que as sementes estão sendo dispersas por animais, como aves e morcegos, um sinal considerado positivo por Débora. Ainda assim, a diversidade observada permanece inferior à da vegetação original. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .