
Episódio
A leitura dominante sobre 2026 sugere alívio monetário e retomada gradual da atividade. Este episódio discute por que essa interpretação é incompleta e como o custo de capital segue condicionando decisões econômicas relevantes. (Este áudio é uma adaptação do texto publicado no Substack, criado como Resumo de Áudio no NotebookLM) A análise parte da ideia de continuidade de regime econômico, e não de transição cíclica. Mesmo com o início esperado dos cortes da Selic, juros reais elevados, prêmio de risco persistente, incerteza fiscal e volatilidade cambial mantêm o custo de capital em patamar restritivo. Nesse contexto, o investimento segue seletivo. O CAPEX tende a priorizar manutenção, eficiência e preservação de caixa, enquanto projetos marginais deixam de ser viáveis diante de hurdle rates elevados. O episódio também discute os limites da taxa de desemprego como indicador prospectivo, dadas as defasagens da política monetária, e analisa a interação entre processo eleitoral, câmbio e expectativas. O argumento central é que 2026 será menos um ano de crescimento por volume e mais um ano de gestão de valor sob incerteza, no qual disciplina de capital e governança importam mais do que timing. Você encontra o artigo completo no Substack: https://caesarcarrera.substack.com/p/2026-perspectiva-economica-brasil