
Augusto dos Anjos é um desses poetas paradigmáticos, que delimitam um momento de escrita relacionando intensamente o antes e o depois, uma espécie de fissura atemporal na escrita. Sua obra é capaz de suscitar algum saudosismo em simbolistas e parnasianos e, ao mesmo tempo, promover reflexões criativas em poetas contemporâneos a nós. Tal complexidade revela uma escrita sem data, marcadamente autoral, uma exposição completo do sujeito em seu estado mais visceral.