
Episódio
O martírio das Irmãs Carmelitas de Compiègne (conhecidas como as Mártires de Compiègne) é um dos mais emblemáticos da perseguição religiosa durante a Revolução Francesa, especificamente no período do Reinado do Terror (1793-1794).As 16 religiosas pertenciam ao mosteiro das Carmelitas Descalças em Compiègne, no norte da França. O grupo era composto por 11 freiras de coro, 3 irmãs leigas e 2 externas (terceiras ou conversas). A priora era Madre Teresa de Santo Agostinho (no século Marie-Madeleine-Claudine Lidoine), de 42 anos. A Revolução Francesa, a partir de 1789, adotou medidas anticlericais radicais: em 1790, dissolveu as ordens religiosas contemplativas e exigiu que os religiosos abandonassem os votos e adotassem a Constituição Civil do Clero. As carmelitas recusaram-se a renunciar à vida religiosa e continuaram vivendo em comunidade, rezando e mantendo a clausura, apesar das proibições.Em junho de 1794, no auge do Terror (período de execuções em massa sob Robespierre e o Comitê de Salvação Pública), o convento foi invadido. As religiosas foram presas em 22 de junho de 1794, acusadas de "fanatismo" (fidelidade à fé católica), de simpatia pela monarquia e de serem "inimigas do povo". Foram transferidas para Paris e encarceradas na prisão da Conciergerie (onde também esteve Maria Antonieta).