
Episódio
A realidade da escravidão no Espírito Santo é muito mais complexa do que se imagina e vai além dos relatos de violência. Existiam relações familiares. O livro "Retratos da Escravidão em Itapemirim-ES: uma análise das famílias escravizadas entre 1831 e 1888" (editora Praia) é resultado de uma trajetória de pesquisa iniciada ainda na graduação pela historiadora Laryssa Machado, natural de Marataízes, no Sul do Estado, região próxima à Itapemirim, cenário central do livro. “Nos acostumamos a falar sobre os cativos como seres inanimados, sem vontade, sem vida, marionetes nas mãos dos senhores. Porém, ao nos debruçarmos sobre os documentos, vemos que cada escravo era um ser humano que, na medida do possível, estabelecia estratégias sociais. E as famílias são uma dessas estratégias”, explica.