
Episódio
A semana foi abundante em eventos e indicadores econômicos, com saldo positivo para as bolsas globais. Os principais bancos centrais do mundo mantiveram suas taxas básicas de juros estáveis em um contexto de elevada incerteza causada pela alta expressiva do preço de commodities dependentes do estreito de Ormuz, sendo a principal delas o petróleo, que chegou a atingir USD 126/bbl na semana. Nos EUA, o Fed apresentou viés mais conservador ao ressaltar que a economia avança em ritmo sólido. No Brasil, tanto a performance dos ativos de risco quanto a decisão de juros do Banco Central fugiram à regra. O Ibov e as small caps brasileiras fecharam negativos com a abertura da curva de juros e saída de capitais. O Copom cortou os juros em 25 bps, mas ressaltou que o espaço para cortes adicionais parece ter se reduzido. O IPCA-15 apresentou pressões disseminadas entre os diferentes grupos do índice e o mercado de trabalho permaneceu robusto no fim do primeiro trimestre. Nesta semana, nos atentaremos à Ata do Copom e dados de mercado de trabalho dos EUA, além dos desdobramentos do conflito entre EUA e Irã.