
Episódio
O legado da africanidade na Vila Isabel encontra em Martinho da Vila seu principal expoente, trazendo uma tamboralidade negra que aprofunda a humanidade da relação entre, o Brasil e Angola. Essa emergência artística do afrodescendente como sujeito contribuiu, ‘ao meu quase cego ver’, para a superação da excludente institucionalidade diplomática eurocêntrica, que tem, infelizmente, ainda inequívoca restrição racial, contra o negro. A quilombagem do clã de Martinho da Vila dá seu contributo civilizatório, trazendo mais força a consciência de respeito à diversidade, que tem origem egípcio-bantu, sendo a mais antiga civilização da história da humanidade, como protagonismo da Mart’nalia principal herdeira é uma grande cantora, revelando-se também na representatividade das minorias.