
Quando foi que opinião passou a ocupar o lugar do conhecimento? Vivemos uma época em que todos parecem ter algo a dizer sobre tudo. Redes sociais, podcasts, mesacasts, influenciadores e algoritmos transformaram a opinião em uma das principais moedas da cultura contemporânea. Mas existe uma diferença entre opinar e pensar. Entre comunicar e elaborar. Entre visibilidade e conhecimento. Neste episódio, reflito sobre a deterioração da linguagem, a lógica dos algoritmos, a cultura dos cortes e a crescente dificuldade de sustentar a complexidade. A partir de Freud, Byung-Chul Han e da psicanálise contemporânea, discutimos como opiniões muitas vezes funcionam como mecanismos de pertencimento, proteção narcísica e defesa contra a dúvida. E, ao final, uma provocação importante: o que tudo isso tem a ver com a formação em psicanálise e com a responsabilidade ética de quem ocupa um lugar de escuta? Talvez, em um mundo repleto de certezas, pensar continue sendo um dos atos mais revolucionários.