Deixe que pensem, que suponham, que errem no olhar sobre você. Deixe que se enganem na pressa, na leitura rasa, na conclusão que não atravessou nem a superfície da história. Não é sua responsabilidade educar o olhar, traduzir silêncios e muito menos se explicar para quem já decidiu enxergar antes mesmo de visualizar. Há uma liberdade profunda em desistir de convencer e aceitar que algumas pessoas só terão acesso à versão que coube nelas - não à sua inteireza. As pessoas enxergam a partir do que são, não do que você é. E isso foge completamente ao seu controle. Então deixe. Fabíola Simões