
Vinicius de Moraes traz o ritmo do samba em relação dialógica com a bossa nova. Com notável originalidade no qual o violão reproduz o som agudo do tamborim e o baixo reproduz o som grave dos surdos, no samba. Nas suas canções o Poetinha também é interprete e com seu romantismo poético mostra uma trama dos olhares próprios dos amantes, evidenciando a delicadeza da construção das rimas intercalas, que são conjugadas com a instrumentalidade negra do samba bossa novista, de Vinícius. Permitindo-lhe um inequívoco equilíbrio entre forma e conteúdo.