
Olá! Dou-vos as boas-vindas a este episódio do podcast "Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação". Vou fazer-vos uma confissão. Aliás, é para isso que serve este podcast! Mas aqui vamos. Aqui há dias, estava eu a conversar com a minha amiga Eli para o nosso podcast “Anita no Trabalho”, que se ainda não conhecem, vive em anitanotrabalho.com e em todas as apps de podcasts, e estávamos a falar sobre leituras de conforto. Neste episódio mencionamos: Anita no Trabalho Inscreve-te aqui para receberes as notícias primeiro Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy. Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrever a newsletter para os receberes semanalmente na tua caixa de correio. E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós. Créditos: “Cover Girl” de Beat Mekanik Podcast Todas as terças, recebe na tua caixa de correio uma Confissão de uma super-perfeccionista em recuperação. Quero receber Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento. Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo. Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”. Olá e sejam bem-vindas a este episódio de “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”. Vou fazer-vos uma confissão. Aliás, é para isso que serve este podcast! Mas aqui vamos. Aqui há dias, estava eu a conversar com a minha amiga Eli para o nosso podcast “Anita no Trabalho”, que se ainda não conhecem, vive em anitanotrabalho.com e em todas as apps de podcasts, e estávamos a falar sobre leituras de conforto. Cada uma de nós estava a contar que género de leitura preferia para aqueles momentos da vida em que só precisamos de nos distrair, sem termos de pensar muito. E eu estive a contar-lhe o que mais gosto de ler nesses momentos. Quando me sinto muito cansada, ou muito assoberbada pela vida, gosto de ler livros com uma trama muito simples: a protagonista passa por uma perda, normalmente fica viúva, ou perdeu o emprego, ou então morre uma grande amiga, ou um dos pais, enfim, já estão a ver o género. Vai daí, esse acontecimento empurra-a a fazer uma grande mudança na vida. Já houve livros em que a protagonista recebeu de herança uma livraria num bairro castiço de Londres, naturalmente à beira do Tamisa. Outros livros em que a protagonista se mudou para uma cidade mais pequena, ou tentou a sorte na cidade grande, foi fazer uma grande viagem ou estudar aquela que era a sua verdadeira paixão. E depois de passar pelas agruras da perda, começa a encontrar o seu novo ritmo com as escolhas que fez e a integrar a perda na sua vida. Aí, a vida volta a tomar o seu rumo e a sorrir-lhe com optimismo, ainda que seja diferente do que ela inicialmente tinha pensado. Eu gosto deste tipo de livros por várias razões: uma delas é que o enredo é bastante previsível, e como tal é óptimo para eu ler em alemão, que é uma língua que eu não domino com a mesma facilidade do inglês, por exemplo. Ao ser previsível, dá perfeitamente para ler em alemão, e eu adoro – porque adoro – ler em alemão. Outra razão que me faz apreciar deveras este género para tudo o que seja períodos mais cansativos ou exigentes da minha vida é que estes livros trazem uma coisa maravilhosa, que acho que todos nós gostamos de sentir: esperança. Trazem esperança porque nos mostram que mesmo quando o pior acontece, nós podemos sempre dar a volta. E eu gosto de ir vivendo isso através das aventuras da protagonista: de alguma forma, entro na pele dela e é como se me estivesse a acontecer a mim, ao mesmo tempo em que não me está a acontecer a mim e está a passar-se apenas no reino da ficção, e posso fechar o livro sempre que quiser. A esperança de que tudo irá ficar bem mesmo quando o pior acontece acho que é um dos maiores, senão mesmo o maior motor que nos faz não só sobreviver como também mesmo viver. E porque é que trago aqui este tema, podem vocês estar a perguntar-se? Pois bem, porque às vezes estas coisas acontecem mesmo nas nossas vidas, e é sempre bom pensar que mesmo depois do pior acontecer, as coisas podem melhorar e voltar a ficar bem. Os vazios na vida têm muitas caras: por vezes são coisas bem concretas, como mortes de familiares ou amigos, o fim de uma relação amorosa, o fim de uma relação laboral, que traz consigo também um luto associado. Outras vezes, é o fim da ilusão da saúde de ferro, quando descobrimos que sofremos de um mal do corpo ou da alma. Às vezes é tão subtil quanto umas tonturas que me paralisam (e que me assaltam quando não cuido da minha energia), outras vezes pode ser um burn out, uma mensagem um pouco mais enfática do nosso corpo quando as outras, mais subtis, não foram ouvidas. Nós, mulheres, temos muita tendência a dar, a atender às necessidades dos outros antes de atendermos às nossas. Será uma mistura de biologia com condicionamento social para servir quem nos rodeia, a verdade é que este constante cuidado de terceiros cobra um preço nos nossos corpos e nas nossas mentes, e muitas vezes só damos conta quando já estamos em emergência, ou em crise. Pedir ajuda a quem nos rodeia, ou pecado mortal, descansar e praticar o ócio, é coisa que não nos vem de forma fácil. E quando digo “não nos vem”, na primeira pessoa do plural, quero dizer “não me vem”, na primeira pessoa do singular. Quando estive grávida da primeira vez, a nutricionista da maternidade deu-me um conselho, conselho esse que eu achei tão, mas tão bom que nunca mais me esqueci dele, e que ficou também registado como um dos pilares do meu programa Conectar para Liderar(-me). Esse conselho foi: “peça ajuda antes de precisar”. São cinco palavrinhas, mas cinco palavrinhas do mais potente que existe. Já repararam? Que ideia é essa de pedir ajuda antes de precisarmos, quando normalmente fazemos exactamente o contrário? Quando pedimos ajuda já nós estamos para lá de lá de precisadas, muitas vezes já perdidas, esgotadas, doentes, seguramente em crise. E só pedimos quando não nos resta mais nenhuma opção. Praticar o contrário, ou seja, pedir ajuda antes de precisarmos, é toda uma mudança de paradigma que tem de ser praticada. Não é à força da imposição que inculcamos essa ideia nas nossas mentes: é praticando, um passinho de cada vez, todos os dias, com calma e consistência. Pedir ajuda antes de precisarmos tem uma sobreposição com uma parte de “cuidar de nós antes de estarmos em crise”, que é outro aspecto que também tendemos a descurar. Pois se não temos tempo quase de pousar o rabo no sofá da sala, como é que vamos ter tempo para cuidarmos de nós antes de o nosso corpo nos obrigar a fazê-lo? Estes são dois aspectos tão, mas tão importantes, que são um dos pilares do programa de grupo Conectar para Liderar(-me), cuja próxima edição acontecerá no último trimestre de 2026. A este programa chegam mulheres cuja vida mudou. Muitas vezes, o corpo gritou-lhes a sua mensagem através da perda de saúde, e ao verem que o que as trouxe até ali não lhes servia para viverem com qualidade a próxima etapa da sua vida, decidiram que tinham de fazer alguma coisa diferente. E inscreveram-se no programa. Do meu lado, deixem-me dizer-vos uma coisa: criei e desenhei este programa com todo o amor e carinho porque era o que eu gostaria de ter tido quando eu passei pelos vazios que sucederam na minha vida. Sentia que precisava urgentemente de regressar a mim e voltar a alinhar corpo e mente, voltar ao meu centro, para poder superar aquele vazio e encontrar um novo rumo para a minha vida. Um pouco como as protagonistas dos livros que vos contava ao início, sabem? Para aquele momento em que a muito custo começamos a criar novas experiências, novos hábitos, e depois um dia damos por nós e já não somos a pessoa que éramos. Quando criei este programa, o Conectar para Liderar(-me), usei a lagoa como metáfora visual da reserva de criatividade que já existe dentro de cada uma de nós, quer nos consideremos criativas, quer não. A criatividade era (e é) uma forma de sabedoria, e eu usava a imagem da Lagoa das Sete Cidades, em que ambas as lagoas – uma de criatividade e outra de sabedoria – tinham cores diferentes mas eram feitas da mesma água. Acho que esta mensagem me foi útil especialmente a mim, que sou uma pessoa muito visual, para passar esta mensagem de esperança a quem se inscreveu: que, se voltamos a nós, se voltarmos a conectar-nos connosco, vamos conectar com as ferramentas que já temos dentro de nós para superar qualquer desafio da vida, e para poder viver a vida de forma muito mais feliz e plena, mais a cores. Ao longo deste ano e uns pozinhos a escrever episódios de podcast todas as semanas, e a pensar muito profundamente sobre o fio condutor que une todas as minhas formações, dei conta de que podemos usar outra metáfora, talvez ainda mais fácil de entender: em vez de reserva de criatividade e sabedoria dentro de nós, gosto agora de usar a metáfora da criança interior, a guardiã de todos os nossos sonhos e desejos, e a do crítico interno, a parte de nós que nos protege de todo e qualquer risco. Em todas as minhas formações, trabalhamos a relação com o crítico interno, aceitando e agradecendo a sua presença mas baixando o efeito das suas palavras em nós, para abrirmos espaço para voltar a conectar com a criança interior. No fundo, a criança interior antes era uma lagoa, e agora é a imagem do que nós éramos quando éramos pequenas: um tesouro, cheio de sonhos, imaginação e desejos, que tem de ser nutrido e protegido. No fim de contas, qualquer metáfora serve: tal como queremos ir beber à fonte da nossa reserva de criatividade, também queremos contactar com a nossa criança interior para trazer de dentro aquilo que precisa de ver a luz do dia. Tal como temos de ir alimentando essa lagoa com mais água, que é como quem diz, com mais criatividade, também temos de ir alimentando a nossa criança interior com um conjunto de acções nutritivas, para podermos contactar com ela em banda larga. Se sentes que estás a precisar de fazer uma mudança e que o que te trouxe até aqui já não serve para a próxima etapa da tua vida, então fica atenta pois as inscrições para o Conectar para Liderar(-me) irão abrir entre Setembro e Outubro de 2026. Se ainda não recebes os meus mails, inscreve-te hoje mesmo no link que deixarei nas notas deste episódio, para seres informada assim que as inscrições abrirem. Porque quando a vida muda, nós também vamos mudar, e com apoio e em grupo, tudo fica mais fácil. Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy. Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrevê-los na tua plataforma preferida de podcasts, ou então assinarr a newsletter em airdesignstudio.com para os receberes semanalmente na tua caixa de correio. E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós. The post Episódio 55. O Vazio Que Nos Empurra a Recomeçar first appeared on air | illustration + design + creativity.