
No episódio de hoje, a gente abre as portas de “Frankenstein”, de Mary Shelley — uma narrativa que nasceu à beira de um experimento: o que acontece quando tentamos ultrapassar limites que a vida, a ética e a própria natureza parecem impor? Em Frankenstein, a ambição científica não é apenas uma questão de técnica; ela vira um problema moral e humano. A história acompanha o impacto da criação sobre a consciência de seu criador e, principalmente, sobre o destino de quem é criado: o monstro não surge como “vilão por natureza”, mas como presença condenada ao abandono, à solidão e à busca dolorosa por reconhecimento.