
Diogo “Gazella” Carvalho é ilustrador, realizador e director de fotografia. Vem da linha de Sintra e isso não é um detalhe. Rejeita a ideia feita de que Algueirão-Mem Martins é uma “periferia” onde só se vai dormir. E garante que não falta gente com “visão de mundo”, “vontade de criar” e uma “ideia revolucionária de existir”. É o ilustrador de “Fronteira do Medo”, uma investigação da Divergente, em parceria com o podcast Fumaça, sobre o policiamento de bairros guetizados. Foi aí que, pela primeira vez, trabalhou com jornalistas. Uma experiência que diz ter sido “desafiante” porque a liberdade criativa fica “presa aos factos”. Numa tarde soalheira, refastelados num sofá, falámos deste processo, da bagagem que se traz quando se é um artista da periferia, e de como Diogo “Gazella” Carvalho gostaria de viver num mundo em que toda a gente pudesse falar do que lhe apetecesse, sem ser preciso lutar por um “lugar de fala”. ✳️ Conhece outros trabalhos da Divergente em divergente.pt