
A régua de cálculo foi um instrumento fundamental para os alunos do Instituto Superior Técnico até ao aparecimento das máquinas de calcular eletrónicas, nos anos 70. Um exemplar da régua foi e voltou da Lua no bolso do astronauta Buzz Aldrin. Outros exemplares ajudaram gerações de alunos do Técnico a resolver complexos problemas de multiplicação, com aplicação na matemática e na engenharia. Andavam nos bolsos dos estudantes para onde quer que fossem. Num bolso não cabe, no entanto, a régua de cálculo do Técnico, agora exposta no Museu Faraday, no campus da Alameda. Trata-se de uma versão especial, com mais de 1,8 metros de comprimento, que ocupava uma das paredes de um auditório do Pavilhão Central e ajudava os professores do Técnico a demonstrar o seu uso e partilharem com os alunos os resultados. E a história da régua de cálculo, que ainda hoje gera entusiasmo entre antigos alunos de engenharia, que contamos neste episódio de 110 Histórias | 110 Objetos. Esta é a versão alargada da conversa com Anabela Teixeira, professora de Matemática na Escola Secundária Luís de Camões e colaboradora do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa, e com Gabriel Esperança Pires, professor do Departamento de Matemática do Instituto Superior Técnico, acerca da História da Régua de Cálculo e da base matemática que permitiu a criação deste instrumento. Reportagem: Marco António (366 Ideias) Pré-produção: Joana Lobo Antunes, Pedro Garvão Pereira, Sílvio Mendes e Filipa Soares (Área de Comunicação Imagem e Marketing do Técnico) Saiba mais em 110.tecnico.ulisboa.pt