
A chegada da Sacadura Cabral e Gago Coutinho ao Rio de Janeiro a bordo da aeronave “Santa Cruz”, a 17 de junho de 1922, marcou umas das páginas douradas do século XX português. O sucesso dessa viagem foi possível muito graças à visão de Gago Coutinho, que adaptou os sextantes já existentes e criou o “sextante Gago Coutinho”. Adaptado totalmente nas oficinas do Instituto Superior Técnico entre 1920 e 1922, o instrumento permitiu conceber um horizonte artificial, possibilitando afinar a orientação através de cálculos inovadoramente rigorosos para a altura. É possível que um ou outro exemplar, construído nas oficinas do Técnico, repouse no fundo do oceano Atlântico desde 1922. Mais certo é podermos apreciar um exemplar do sextante no Museu de Marinha, em Lisboa. Esta é a versão alargada da conversa com Jorge Freitas Branco, professor jubilado de Antropologia no Departamento de Antropologia do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. Reportagem: Marco António (366 Ideias) Pré-produção: Joana Lobo Antunes, Pedro Garvão Pereira, Sílvio Mendes e Filipa Soares (Área de Comunicação Imagem e Marketing do Técnico) Saiba mais em 110.tecnico.ulisboa.pt