
O Dínamo de Gramme representou, no final do século XIX, uma autêntica revolução na área da eletrotecnia. Tornou-se num aparelho crucial para gerar correntes contínuas de eletricidade, tendo gerado também um conhecimento incontornável para os dínamos construídos desde então. O exemplar que integra a coleção do Museu Faraday, no campus Alameda, é um dos poucos construídos por François Breguet, reconhecido relojoeiro também autor do “relógio n.º160”, mandado construir como prenda (nunca entregue) para Maria Antonieta. Quando chegou ao Museu Faraday, o dínamo não estava em funcionamento mas foi submetido à filosofia "o que temos aqui tem que estar a trabalhar”, sendo hoje uma das grandes atrações da coleção. Esta é a versão alargada da conversa com Moisés Piedade, professor aposentado do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores do Instituto Superior Técnico e cofundador do Museu Faraday. Reportagem: Marco António (366 Ideias) Pré-produção: Joana Lobo Antunes, Sílvio Mendes, Natália Rocha e Filipa Soares (Área de Comunicação Imagem e Marketing do Técnico) Saiba mais em 110.tecnico.ulisboa.pt