
Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar. A ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos. Amém! Por meio de Silvano, que para vós outros é fiel irmão, como também o considero, vos escrevo resumidamente, exortando e testificando, de novo, que esta é a genuína graça de Deus; nela estai firmes. Aquela que se encontra em Babilônia, também eleita, vos saúda, como igualmente meu filho Marcos. Saudai-vos uns aos outros com ósculo de amor. Paz a todos vós que vos achais em Cristo. Até aqui Pedro reforçou credos, orientou relações interpessoais, exortou irmãos a perseverar, apesar das perseguições, apesar de, naquele contexto, a morte pelo nome Cristo andar à espreita dos cristãos. A carta aninha com palavras filhos de Deus espalhados em ambiente hostil, agressivo, anticristão, e lhes lembra como a conversão mudou completamente o sentido de vida e do sofrer. Sofrer por Cristo é muito valioso. E sofrer por Cristo naquele contexto não era algo incomum. Não podemos esquecer que Jesus se fez igual a nós em relação ao sofrer, o que nos move a solidária e amavelmente resistir ao maligno por Cristo, pelos irmãos, por nós. Pedro conclui buscando animar uma vez mais os cristãos ao dizer que é o nosso Senhor, o Deus de toda a graça; o Deus que não nos tira do mundo, mas nos livra do mal; o Deus que nos permite servir em meio ao sofrimento por um pouco de tempo, esse mesmo Deus mas que no tempo oportuno há de Ele mesmo nos aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar. Isto quer dizer que o sofrer por Ele não é inútil, mas é o trabalhar dEle em nós. Através da peregrinação Deus vai nos moldando vaso novo, conforme sua vontade: vai nos tornando cheios do Espírito Santo: na dependência, na comunhão entre irmãos, nas orações, aplicação dos dons, celebração da ceia, na pregação de sua palavra, no sofrer. No verso 10 há um contraste encorajador entre sermos chamados à glória eterna e o pouco tempo em que havemos de sofrer nesta vida. A cada prova vencida há, como colheita, um fruto espiritual - estes são permanentes, dons de Deus, amostras do seu reino. Amostras deste contraste que, enfim, se apresentará pleno na eternidade. Nosso sofrer hoje é amenizado pelas consolações do Espírito Santo e pela promessa de Jesus de estar conosco todos os dias. Selene Vilela