
Autor do conhecido livro "Os Sertões", sobre a Guerra de Canudos, Euclides da Cunha foi um escritor e jornalista brasileiro, nascido em 1866, no Rio de Janeiro. Formado em uma escola militar, era amigo de Júlio de Mesquita, dono do jornal "O Estado de São Paulo", que o convidou para escrever no periódico. Euclides foi incumbido de cobrir os conflitos entre o exército brasileiro e o bando comandado por Antônio Conselheiro. O resultado foi sua maior obra, "Os Sertões", publicada em 1902, que reúne mais de 600 páginas sobre sociologia, geografia e história da Guerra de Canudos. E esse personagem da história brasileira é tema do livro "Euclides da Cunha: uma biografia" (editora Todavia), lançado recentemente pelo historiador e embaixador do Brasil na Nicarágua Luís Cláudio Villafañe G. Santos, que conversou com Sergei Cobra, no ‘Oito em Ponto’. “Euclides da Cunha está no imaginário de todos os brasileiros. Meu primeiro contato foi na escola, porque é um autor tão importante que, se não é lido, pelo menos todo mundo tem contato, ouve falar”, disse Santos. Mesmo com os apontamentos históricos de que Euclides da Cunha cometeu episódios de plágio e divulgou informações científicas equivocadas em “Os Sertões”, o biógrafo acredita que isso não afeta a importância do livro e do autor. “Isso não diminui a obra, ele tem o brilho dele como literato. É um livro importantíssimo, mudou a literatura brasileira, que era uma coisa romântica. Euclides fez um livro muito duro e realista”, avalia Luís Cláudio Villafañe G. Santos. Confira a entrevista completa. O programa "Oito em Ponto", com apresentação de Sergei Cobra, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 FM, de segunda à sexta-feira, às 8h da manhã, na Cultura FM, Cultura Brasil e no aplicativo Cultura Digital.