
Cada eletrão tem um sentido de rotação próprio, conhecido por spin up ou spin down. Ao filtrar os diferentes eletrões pelo seu sentido de rotação é possível desenvolver sensores para detetar pequenos campos magnéticos. EP. 776 SUSANA CARDOSO FREITAS – GRUPO DE INVESTIGAÇÃO USA O SENTIDO DE ROTAÇÃO DOS ELETRÕES PARA DESENVOLVER SENSORES COM APLICAÇÃO MÉDICA (29 de Janeiro de 2020) Susana Cardoso Freitas, professora de física no Instituto Superior Técnico (IST) e investigadora do INESC Microssistemas e Nanotecnologias (INESC MN), está a usar esta propriedade dos eletrões para desenvolver dispositivos com aplicação na eletrónica comum ou na área da biomedicina. A área da eletrónica que estuda o sentido de rotação dos eletrões é conhecida como spintrónica. Atualmente existe tecnologia capaz de filtrar à nanoescala o diferente canal de rotação, ou spin, dos diferentes eletrões dentro de uma corrente elétrica. Com esta tecnologia é possível desenvolver sensores para detetar campos magnéticos, por exemplo. O grupo de Susana Cardoso Freitas está a estudar a aplicação destes dispositivos na eletrónica comum, com aplicações na indústria automóvel, por exemplo, e na área da biomedicina. Na biomedicina é possível usar sensores spintrónicos para detetar campos magnéticos criados por correntes iónicas no corpo humano. Estes sensores podem ser usados para informar sobre o estado de saúde de um paciente. Também é possível usar nanopartículas magnéticas como marcadores de células ou de bactérias. Estes marcadores podem ser usados em amostras de biológicas de sangue ou de urina para identificar a presença de uma bactéria ou de outro agente infecioso, ou em simples análises clínicas de rotina. “A ideia é que como os sensores spintrónicos são extremamente pequeninos e extremamente sensíveis a campos magnéticos muito pequenos e locais, não precisamos de ter uma grande concentração ou um grande volume de amostra para dar uma informação fiável sobre o estado global de saúde, por exemplo”, revela. Esta tecnologia pode ser um passo importante no desenvolvimento de uma nova geração de sensores para o diagnóstico em tempo-real do estado de saúde dos pacientes. Saiba mais sobre a investigadora em: Researchgate | Google Scholar | INESC MN | IST 90 segundos de ciência Produção: ITQB NOVA, FCSH NOVA, Antena 1; Apoio ao abrigo de mecenato educacional: Novartis