
Uma mulher de 63 anos vem à consulta por dispneia com agravamento progressivo ao longo dos últimos 3 meses. Qual o valor laboratorial alterado? Não fiques só a ouvir. Resolve os casos por ti. Responde e vê as respostas dos teus colegas aqui: https://pna.medapprentice.com/courses/caso-clinico-0019/ Pergunta: Uma mulher de 63 anos vem a uma consulta de centro de saúde por dispneia com agravamento progressivo ao longo dos últimos 3 meses. Refere que, atualmente, tem que parar para recuperar depois de subir apenas um lance de escadas. Associadamente tem aumento da frequência de micções durante a noite (cerca de 4-5 vezes) e edema dos membros inferiores vespertino. Nega febre, tosse, toracalgia ou perda ponderal. A doente tem adicionalmente cefaleias holocranianas diárias com 6 meses de evolução, para as quais toma “vários” ibuprofenos por dia, e recentemente tem tido dificuldade em ouvir chamadas telefónicas. Tem história conhecida de tabagismo crónico não ativo (20 UMA) e bebe uma cerveja por dia. Ao exame objetivo confirma-se a presença de edema dos membros inferiores. As análises laboratoriais revelam: Hb 15 g/dL Leucócitos 7000 /mm3 Plaquetas 300 000 /mm3 Creatinina 0,7 mg/dL Ureia 15 mg/dL Ca2+ corrigido para a albumina 9,0 mg/dL TSH 1 microg/L Uma ecografia transtorácica revela uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 50%, sem disfunção sisto-diastólica. Uma cintigrafia óssea revela lesões hipercaptantes na escápula e ossos do crânio. Figura 1. - cintigrama com Tc99m ligado a fosfonatos. Considerando a patologia subjacente a esta síndrome clínica, qual dos seguintes parâmetros laboratoriais mais provavelmente se encontra elevado? Créditos: Catarina Morais e João Nuno (escreveu o caso clínico e explicação); Madalena (respondeu); Francisco Pinheiro (edição de som e IT).