
Um homem de 71 anos, agricultor, é admitido no serviço de urgência por vómitos e dor abdominal intensa localizada à região inguinal esquerda. É seguido em consulta regular no seu médico de família por hérnia inguino-escrotal esquerda, diagnosticada há 3 anos. O doente tem como antecedentes pessoais hipertensão arterial, diagnosticada há 10 anos, para a qual realiza terapêutica com amlodipina + enalapril, e lúpus eritematoso sistémico, diagnosticado há 1 ano, medicado com hidroxicloroquina e prednisolona em altas doses. É admitido o diagnóstico de hérnia inguinal encarcerada e o doente é submetido a hernioplastia laparoscópica com colocação de prótese, que decorreu sem complicações. No pós-operatório imediato, é chamado ao recobro pela enfermeira de serviço porque o doente se apresenta confuso, com dor abdominal severa e vómitos. Os sinais vitais são: T 38,6ºC, TA 70/30 mmHg, FC 120 bpm. A glicémia capilar é de 52 mg/dL. O abdómen apresenta-se mole e depressível, sem defesa ou dor à descompressão. Os ruídos hidroaéreos encontram-se preservados, com frequência e timbre normais. Foi iniciada fluidoterapia de alto débito, sem melhoria dos valores de tensão arterial. Qual o próximo passo mais adequado na gestão deste doente? Não fiques só a ouvir. Resolve os casos por ti. Responde e vê as respostas dos teus colegas aqui: https://www.medapprentice.org/course/cc-41 Créditos: Daniel Cazeiro + Martim Urbano (origem da pergunta e explicação) Afonso Almeida (responde) Francisco Pinheiro (edição de som)