
João Figueiredo - CEO da Carmo Form, explica porque acredita que a Madeira pode competir, e até ser melhor do que o betão. @carmowoodconstruction. Há empresas que vivem num mundo confortável. E depois há empresas que vivem no mundo real. O convidado de hoje no Arte de Errar é João Figueiredo, CEO da Carmo Form, uma empresa portuguesa que está a tentar fazer algo pouco óbvio: convencer uma indústria inteira de que a madeira pode competir com o betão. Mas a conversa acabou por ser muito mais do que isso. Falámos de uma empresa que viu fábricas destruídas nos incêndios de Pedrógão.De projetos que correram mal e tiveram exposição pública.Da diferença brutal entre liderar uma empresa de fundador… e uma empresa com acionistas.Da pressão de decidir rápido num mundo onde quem hesita fica para trás. E houve uma parte da conversa que ficou especialmente na cabeça: “Se não fores, alguém vai por ti e ocupa o teu lugar.” E talvez isso resuma bem o episódio.Porque no fundo esta conversa não é sobre madeira.É sobre risco.Sobre velocidade.Sobre erro.Sobre a capacidade de continuar a avançar quando seria mais confortável jogar pelo seguro. Pelo meio ainda falámos de: porque é que 39% da poluição mundial vem da construção civil os mitos sobre fogo e construções em madeira porque é que hoje o tempo vale tanto dinheiro que há investidores a preferir madeira mesmo sendo mais cara e porque o João exclui candidatos que dizem nunca ter cometido erros. Um episódio improvável. Mas dos mais densos que gravámos até hoje.Um podcast de Rodrigo Alfaiate