
A partir da década de 2010, o maior acesso aos tratamentos antirretrovirais, levaram a uma melhoria sem precedentes na qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV/aids. De uma sentença de morte anunciada, HIV/aids passou a ser visto como uma doença crônica, grave, mas com tratamento. O surgimento das tecnologias de prevenção, em especial as profilaxias pré (PrEP) e pós-exposição (PEP) se tornaram prioridades para o controle da infecção, principalmente em indivíduos integrantes de populações-chave. Todavia, essa evolução biomédica, sem abordagens comportamentais e estruturais, como aconselhamento,prevenção combinada e campanhas eficazes podem estar contribuindo para a banalização, comportamentos de risco e o avanço do HIV entre os jovens.