
Leitura do poema Memória, do livro a Nudez da Palavra. Texto e leitura: Diana Lobo e de tudo que se joga fora fica a memória insistente e detalhista essa velha inconveniente que atira na cara as verdades mais duras as lembranças que surgem como sopro recriam as cenas, os lugares, os assuntos com a precisão das palavras e da textura da toalha da mesa o cheiro do vento das cidades o frio que congela as orelhas a contagem regressiva para o ano que chegava de tudo que se joga fora a memória maldita se salva