
Quem, igual a mim, gosta de futebol é sempre tentado a ter ídolos – porque essa é uma das características peculiares de toda e qualquer atividade onde o brilho pessoal e o talento acabam determinando uma maior exposição na mídia e são pessoas sobre as quais sempre recaia expectativa de um lance mágico, genial. Os amantes do basquete para sempre lembrarão de Jordan, os do vôlei têm lá seus ídolos e poderia desfiar nomes e modalidades por um bom tempo. Confesso que tenho certa dificuldade em aceitar esta veneração para com outra pessoa, porque eu sempre trabalho no limite da dúvida: e se ele errar? Porque chegará o momento no qual ele terá um vacilo, algo que a visão idílica até pode impedir de ver e de analisar – porque o erro é inerente a condição humana.