
SALMOS 73-74 Os salmos de hoje trazem uma profunda crise de fé provocada tanto pelo drama individual da prosperidade dos ímpios quanto pela dor coletiva da destruição do templo. No salmo 73, Asafe confessa que seus pés quase resvalaram ao ter inveja dos soberbos, vendo a saúde, a riqueza e a arrogância dos maus enquanto ele próprio parecia purificar o coração em vão. Essa crise dolorosa só é resolvida quando ele entra no santuário de Deus e compreende o fim trágico dos perversos em lugares escorregadios, declarando que, embora sua carne e seu coração falhem, Deus é a rocha do seu coração e a sua herança para sempre. No salmo 74, o salmista clama angustiado diante da ruína promovida pelos inimigos, que queimaram e destruíram o lugar de culto, lamentando a ausência de sinais proféticos. Ele recorre à memória dos grandes feitos de Deus na criação — como o domínio sobre os mares e os astros — para implorar que o Senhor Se lembre da Sua aliança e não abandone a vida dos Seus aflitos na mão dos opressores. #Discernimento #Esperança #Fidelidade