
SALMOS 37-38 Esses salmos oscilamos entre o conselho pastoral para acalmar a alma e o grito de agonia de um homem esmagado por suas próprias falhas; entre a profunda instrução sobre como lidar com a aparente prosperidade dos maus e o quarto escuro de um pecador arrependido, cujo corpo e mente adoeceram sob o peso da disciplina divina. O salmo 37, escrito na velhice de Davi, exorta o fiel a não se indignar nem ter inveja daqueles que praticam o mal, pois eles murcharão como a relva. Somos convidados a confiar no Senhor, deleitar-se nele e descansar, garantindo que os mansos herdarão a terra enquanto o poder dos ímpios será quebrado. No salmo 38, em contraste com o tom sereno do anterior, Davi sofre profundamente na carne e no espírito. Ele descreve feridas que cheiram mal, ossos doloridos e um coração agitado por causa de sua tolice e pecado. Abandonado por amigos e cercado por inimigos que tramam sua queda, ele confessa sua iniquidade e clama para que Deus não o desampare.