
“As rampas de cerco são erguidas pelos inimigos para tomarem a cidade, e pela guerra, pela fome e pela peste, ela será entregue nas mãos dos babilônios que a atacam. Cumpriu-se aquilo que disseste, como vês. Ainda assim, ó Soberano Senhor, tu me mandaste comprar a propriedade e convocar testemunhas do negócio, embora a cidade esteja entregue nas mãos dos babilônios! A palavra do Senhor veio a mim, dizendo: Eu sou o Senhor, o Deus de toda a humanidade. Há alguma coisa difícil demais para mim?” Jeremias, 32.24-27 O profeta Jeremias encontrava-se preso no pátio da guarda do palácio real porque profetizara contra a cidade de Jerusalém e contra o rei Zedequias. A cidade estava cercada pelos babilônios e cairia a qualquer instante. A terra estava devastada e a cidade e o templo seriam destruídos em breve. Então, o Senhor ordena a Jeremias que adquira uma propriedade na qual, aos olhos humanos, Jeremias jamais pisaria. O profeta questiona ao Senhor quanto a isso. Ele queria saber por que fazer algo contra a esperança, contra as possibilidades de acontecer. Ele se sentia indo na contramão dos eventos.