
Ai que saudades que eu sinto dos encontros, das conversas, dos abraços apertados, dos cafés com as amigas, dos momentos compartilhados. Saudades de beijar e de sentir o cheiro dos meus queridos, dos meus amados. Ai que saudades que eu sinto de sentar ao redor da mesa pra ouvir ou desabafar, pra rir ou chorar, pra aprender ou ensinar, pra jogar conversa fora ou orar. Saudades de encontrar gente querida, poder segurar a mão, olhar nos olhos e ouvir o coração. Ai que saudades que eu sinto de ter a casa cheia, dos almoços em família, daquele tanto de gente reunida, gente que eu amo compartilhar a vida. Saudades de jantar com os amigos, saudades do movimento, de todo mundo falando ao mesmo tempo, do papo profundo, da risada alta, ai, como faz falta! Saudades dos amados que se foram e não podem mais voltar, saudades dos que ainda estão aqui e que, se Deus quiser, ainda vamos encontrar. Saudades da igreja, da escola, dos meninos jogando bola. Saudades de andar por aí, sem máscara, sem impedimento, como fazíamos antes do isolamento. Quando tudo isso passar e essa saudade a gente puder matar, os encontros serão ainda mais valorizados, e os abraços ainda mais apertados. Refletindo sobre tudo isso eu descobri, na verdade, que nesse tempo eu reuni uma coleção de saudades. @apalavrarimada por Thaís Farah