
(Intro - Voz Profunda e Sombria) “O que é a vida? É o princípio da morte. O que é a existência? É a continuidade do sangue. Vocês, que tremem diante de fantasmas e chamam isso de fé, escutem: eu vejo o que vocês são. Galinhas ciscando no terreiro da mentira, esperando o carrasco que reza!” (Verso 1) O bar está escuro, as cartas estão no chão Você disse “tudo”, mas sem convicção. O ás de espadas selou o seu destino Mas agora chora como um menino. Diz que é “homem de bem”, cheio de oração Mas sua palavra não vale um tostão. Perdeu o brio, fugiu do contrato? A “moral de galinha” não suporta o fato. (Refrão) É a moral de galinha, o voo rente ao chão Cisca na igreja, mas trai o irmão. O homem de fibra sustenta o que diz A galinha recua, com o bico no giz. À meia-noite o chicote vai estalar Para a mediocridade, enfim, sangrar! (Verso 2) Sexta-feira de silêncio, você finge o jejum Mas devora o próximo como um qualquer um. Se esconde no terço, foge da razão Enquanto eu mastigo sua superstição. Se o jogo é pesado, você pede clemência Mas no meu tribunal não há complacência. Feriu a própria honra querendo enganar? O estrepador está aqui para te ensinar. (Ponte) Não culpe o Diabo pela sua fraqueza O Diabo é fumaça, eu sou a certeza! O sangue não mente, a vontade é a guia Sua fé é o cabresto da hipocrisia. (Refrão Final) É a moral de galinha, o voo rente ao chão Cisca na igreja, mas trai o irmão. O homem de fibra sustenta o que diz A galinha recua, com o bico no giz. À meia-noite o chicote vai estalar Para a mediocridade, enfim, sangrar! (Outro - Falado) “Chamem o médico... eu pago a conta. Mas lembre-se, covarde: o vazio não perdoa quem tem medo de ser livre. A alma é só um medo que te acalma!” (Gargalhada sinistra que vai sumindo...) Ateísmo em forma de música. Álbum completo.