
🌾 A SEMENTE 486 (Segunda-feira, 03/04/2021)Meditações no Evangelho de João (101): O Perfeito Messias Revelado na Infalível EscrituraLeitura Bíblica: João 19:31-37Jenuan S. Lira Quando observamos a grande quantidade de profecias que se cumpriram perfeitamente na vida e na morte de Jesus, chegamos a duas conclusões indisputáveis. A primeira é que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. A segunda é que, como o SENHOR mesmo falou, a Escritura não pode falhar. Em 1968, arqueólogos descobriram o esqueleto de uma pessoa que fora crucificada, notando que as pernas haviam sido quebradas com um único golpe. A história revela que os romanos praticavam o que era conhecido como o “crurifragium”, o ato de quebrar as pernas de uma pessoa que fora crucificada, com uma marreta ou barra de ferro. Isso era feito para apressar a morte por meio do choque, perda de sangue e dificuldade de respirar, uma vez que, sem o apoio das pernas, a cavidade abdominal passaria a suportar o peso do corpo. Em Deuteronônimo 21:22-23, está escrito: “Se alguém houver pecado, passível da pena de morte, e tiver sido morto, e o pendurares num madeiro, o seu cadáver não permanecerá no madeiro durante a noite, mas, certamente, o enterrarás no mesmo dia; porquanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus; assim, não contaminarás a terra que o Senhor, teu Deus, te dá em herança.” Claramente, o texto sagrado diz que a pessoa pendurada no madeiro era maldita de Deus, e os judeus não queriam estar expostos a uma cena de maldição durante as festividades da páscoa. Assim, sabendo que a prática do “crurifragium” era comum entre os romanos, os principais sacerdotes pediram a Pilatos que assim fosse feito com Jesus e com os outros crucificados, pois a crucificação ocorrera na tarde da sexta-feira, quando os judeus se preparavam para a celebração da páscoa no sábado que começava às 18 horas. A permanência dos corpos na cruz contaminava a terra, e isso não combinava com o cerimonial da páscoa. Sob as ordens do governador romano, os soldados se dirigiram ao calvário para quebrar as pernas de Jesus e de Seus companheiros. Apressando, assim, a morte, os corpos poderiam ser sepultados antes do início do sábado. De fato, o “crurifragium" foi praticado com os dois ladrões. Quanto ao SENHOR Jesus, não foi necessário porque, quando os soldados se aproximaram do Seu corpo, notaram que Ele já havia morrido. Subjacente às cenas visíveis do calvário há um mundo de forças humanas e espirituais em ação. Mas nesse caso em particular, o que nos chama a atenção é o modo como cada personagem nessa história contribuiu para que a Escritura se cumprisse perfeitamente. De acordo com Deuteronômio, a pessoa passível de morte, que fosse pendurada em um madeiro, deveria ser sepultada no mesmo dia em que morrera. Isso serviu de base para a reivindicação dos judeus junto a Pilatos. Contudo, de acordo com as instruções que Deus dera com respeito à celebração da páscoa, o cordeiro imolado não poderia ter nenhum dos seus ossos quebrados. Ademais, no Salmo 34:20, que é um salmo messiânico, Deus falou por boca de Davi: “Preserva-lhe todos os ossos, nem um deles sequer será quebrado.” Assim, para Jesus se qualificasse como o verdadeiro “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” por meio do Seu sacrifício, tanto os ordens de Deuteronômio, quanto a profecia do Salmo 34 deveriam se cumprir literalmente. E foi isso que aconteceu, a despeito da reivindicação dos judeus, da tradição romana e da determinação de Pilatos. Se você deseja saber Quem é Jesus, esqueça o que os homens dizem acerca d’Ele, e vá direto à fonte: A Sagrada Escritura. Jesus mesmo disse em João 5:39: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.” A propósito, você já leu a Escritura hoje? Senão, decida fazê-lo hoje e continuamente, e, assim você poderá saber que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e poderá ganhar a vida eterna em Seu nome.