
🌾 A SEMENTE 496 (Quarta-feira, 19/05/2021)Meditações no Evangelho de João (111): O Maravilhoso Propósito do Evangelho de João Leitura Bíblica: João 20:30-31 A compreensão do propósito do autor de um livro é sempre muito útil para melhor entendermos sua mensagem. Com os livros da Sagrada Escritura não é diferente, embora nem sempre esse propósito seja declarado explícita e didaticamente. Por esse motivo, o leitor do Evangelho de João deveria ser grato a esse apóstolo por declarar inequivocamente o propósito do seu Evangelho, como vemos em João 20:30-31, onde está escrito: “Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” Em geral, as pessoas não têm dificuldade em admirar os milagres de Jesus. O problema está em perceber as verdades que tais milagres revelam acerca da Pessoa e da obra de Cristo. Através dos séculos, a mensagem comunicada pelos trinta e cinco milagres que estão relacionados nos Evangelhos tem recebido diferentes interpretações. Mesmo durante o ministério de Jesus, houve alguns que tentaram ignorar e negar os milagres. Outros atribuíam os sinais a Deus. E ainda houve aqueles que os consideravam como obra de Satanás. Guiado pelo Espírito Santo e motivado por um propósito bem definido, João escolheu sete milagres, em torno dos quais desenvolveu sua argumentação em prol da divindade de Jesus. Cuidadosamente, João esclarece as implicações teológicas de cada sinal, fazendo isso com um objetivo: “…para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”. Entre outras coisas, João nos ensina que a fé cristã, em nenhum aspecto, constitui-se em um “salto no escuro” pelo qual uma pessoa pressionada pela necessidade de crer em alguma coisa, casual e aleatoriamente, opta por crer em Jesus. Quando examinamos adequadamente as Escrituras, vemos que nem Jesus, nem Seus apóstolos esperavam que os cristãos fossem pessoas de fé cega. A fé cristã, por ser ancorada n’Aquele que é a Verdade, tem evidências e consequências, razão e lógica, premissas e conclusões. A crença bíblica não demanda o suicídio intelectual, comumente encontrado entre os que abraçam algum tipo de espiritualidade mística. Por isso, João apresenta primeiramente os fatos, os milagres; em seguida, destaca as conclusões que surgem desses fatos; então, convoca seus leitores à crença a partir do testemunho dos sinais que Jesus realizou. Vendo tudo o que João relatou no seu Evangelho, podemos corroborar o testemunho de Nicodemos que, em João 3:2, declarou: “Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.” De certo modo, com tais palavras, Nicodemos resume toda a mensagem do Evangelho de João. Os sinais e prodígios feitos por Jesus, nunca foram vistos nem antes, nem depois d’Ele. Foi por isso que o cego a quem Jesus curou, cuja história podemos ler em João capítulo 9, defende a divindade de Jesus dizendo aos seus oponentes: “Nisto é de estranhar que vós não saibais donde ele é, e, contudo, me abriu os olhos. Sabemos que Deus não atende a pecadores; mas, pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade, a este atende. Desde que há mundo, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se este homem não fosse de Deus, nada poderia ter feito” (João 9:30-33). Leia o Evangelho de João e observe cuidadosamente a interpretação dos sinais dada pelo próprio texto. Enquanto lê, peça a Deus que ilumine sua mente para compreender bem a mensagem de João, estando certo de que, assim que seu coração for iluminado pelo Espírito Santo, que nos conduz à verdade, você chegará também a crer “que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus” e, assim, terá “vida em seu nome.”