
🌾 A SEMENTE 498 (Sexta-feira, 21/05/2021)Meditações no Evangelho de João (113): A Manifestação do SENHOR RessurrectoLeitura Bíblica: João 20:1-14 As manifestações do SENHOR depois da ressurreição foram muito importantes para a causa de Cristo. Seus impactos repercutiram tanto na vida particular dos discípulos quanto na pregação apostólica. Após a paixão de Cristo os discípulos ficaram completamente desolados. Nem a promessa de que Jesus viria buscá-los, nem o anúncio empolgante da vinda do Consolador, o Espírito Santo, foram suficientes para fazer os discípulos superarem o impacto da cruz. Por essa razão, um tema frequente no Evangelho de João são as manifestações do SENHOR, que, nos dias da sua carne, revelavam Sua glória (cf. João 2:11) e o nome de Seu Pai (cf. 17:6). Quanto às aparições do SENHOR em corpo ressuscitado, entre outras coisas, seria para assegurar aos discípulos que Jesus os estava acompanhando de perto. Em João 21:1, está escrito: “Depois disto, tornou Jesus a manifestar-se aos discípulos junto do mar de Tiberíades; e foi assim que ele se manifestou…” Como podemos ver, o verbo “manifestar-se” aparece duas vezes nesse versículo, e, em ambos os casos, a ação ocorre por iniciativa do próprio Cristo. Dada a importância da ressurreição para a causa de Cristo, o SENHOR não deixou Seus discípulos deduzirem por si mesmos que Ele estava vivo. O SENHOR aparece, fala, ensina e come com eles. É importante notar, pelo relato de João, que essa é a terceira vez que Jesus aparece. Contudo, como diz o texto, essa nova manifestação se dá em um local bem diferente das duas primeiras. Dessa vez, Jesus aparece não em uma sala fechada, em Jerusalém, mas às margens do Mar da Galileia, que também é chamado de mar de Tiberíades. Essa variação no ambiente em que ocorrem as manifestações do SENHOR servem para certificar Sua ressurreição. A força de convencimento da pregação apostólica estava diretamente ligada às evidências da ressurreição de Cristo. Antes de tudo, é necessário que nos lembremos de que, de acordo com vários textos do Novo Testamento, uma das credenciais de um apóstolo era o fato de ele ter visto o SENHOR Jesus ressuscitado (cf. 1Coríntios 9:1). Ser testemunha ocular da ressurreição traria credibilidade para a pregação apostólica. Segundo o que Lucas escreveu na introdução do livro de Atos, a convicção quanto à ressurreição de Cristo não é uma questão de meras impressões particulares ou de visões de pessoas sugestionadas. Sua certeza se sustenta por meio de “muitas provas incontestáveis”. Assim, em Atos 1:3, quando Lucas fala do tempo em que Jesus conviveu com os apóstolos após a ressurreição, ele declara: “A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes ao reino de Deus”. Quanto à ousadia e intrepidez resultantes da ressurreição, elas estão registradas em muitas referências no livro de Atos. É o que vemos, por exemplo, na afirmação de Pedro escrita em Atos 2:32, que diz: “A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas.” A fé cristã se fundamenta em fatos e, primordialmente, gira em torno da certeza da ressurreição do SENHOR Jesus. Embora o cristianismo tenha um robusto e fundamentado corpo doutrinário, sua existência está diretamente ligada a uma Pessoa, Jesus Cristo, o Filho de Deus, “o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação” (Romanos 4:25).