
Orando pela justiça Quando Abraão soube que um juízo divino estava determinado sobre Sodoma e Gomorra, iniciou um diálogo interessante com Deus. Abraão temia que os justos fossem tratados como os injustos, por isso, ousadamente, perguntou: “Não fará justiça o Juiz de toda a terra?” (Gênesis 18.25). A questão da falta de justiça pesa sobre os nossos ombros. Pensando nisso, Jesus proferiu a parábola do juiz iníquo, que, basicamente, trata de como podemos alcançar a justiça em um mundo inundado de injustiças. Assim, depois de mostrar como a viúva, por causa da sua insistência, obteve justiça, mesmo dependendo do um juiz injusto, Jesus completou sua fala com mais uma das Suas famosas perguntas retóricas: “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?” (Lucas 18.7). Como no caso de Abraão, o interlocutor não precisa responder, uma vez que, indiretamente, a resposta está embutida na própria pergunta, pois, se até um juiz iníquo reage favoravelmente a uma viúva que decide acreditar na possibilidade da justiça, quanto mais Deus, que é o reto e perfeito Juiz, será favorável aos que Lhe confiam suas causas. A lição até aqui é fantástica e deve ser ponderada cuidadosamente. Mas isso não é tudo, pois Jesus encerra a parábola com uma pergunta ainda mais penetrante: “Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18.8). Nesse ponto, o Mestre coloca o dedo na nossa ferida de um modo que somente Ele poderia fazer. Sua mensagem é esta: Se vocês realmente creem que Deus é o reto e justo Juiz de toda a Terra, por que deixam de clamar por justiça? Por que se desiludem ao considerar a possiblidade do verdadeiro Juiz intervir de modo eficaz? Se vocês conhecem o Deus de toda justiça, por que não continuam orando sempre, sem desfalecer? Em tempos de tanta decepção e desvio do que é bom e reto, em vez de deixarmos de orar pela manifestação da justiça divina, devemos, ao contrário, clamar com muito maior determinação. Jogar a toalha significa que perdemos a fé na ação do SENHOR. Nossa desistência em orar pela justiça significa que chegamos à conclusão de que a injustiça terá a palavra final. No entanto sabemos, pela Palavra de Deus, que, no final, o nosso justo SENHOR vencerá. Portanto, continuemos clamando e crendo. Nosso silêncio e desespero somente indicam que perdemos a fé. Isso, sim, é desesperador. Então guardemos, com firmeza, nossa esperança e conservemos nossa fé. É fato que, nos últimos dias, a fé se desvanecerá em quase todos. Que, pela confiança em Deus, estejamos entre os poucos que não capitulam diante do mal. Se a fé será de poucos, que estejamos entre esses poucos, que continuam crendo no SENHOR.