
Edição Extra: Aprendo com o Coronavírus O mundo está em pânico. De repente, a palavra “quarentena” entrou para o vocabulário popular. Nas asas do progresso, a morte pegou carona, e ninguém sabe o que fazer. Um micro-organismo insignificante, tão desprovido de substância, que é difícil, até, de ser definido, tirou o mundo dos eixos. Essa incrível situação pode ser analisada por diferentes perspectivas. Contudo, nenhuma análise estará completa se não incluir uma avaliação à luz das Escrituras. É incrível que estejamos nas mãos de um vírus que, aliás, nem mãos possui. As autoridades mundiais estão perdidas literalmente. Isso é surpreendente, afinal, não estamos falando de uma epidemia avassaladora que se propaga na idade das trevas. Estamos no século XXI, e a humanidade nunca antes experimentou os avanços que hoje testemunhamos. Com sua capacidade e genialidade, o homem tem deixado suas marcas nas alturas e nas profundezas. Já foi capaz de colocar os pés na lua e de sondar as profundezas dos mares. Para onde quer que os nossos olhos se dirijam, vemos os feitos impressionantes que revelam a grandeza do progresso humano. Quem não se impressiona com a aviação? Com as descobertas da medicina? Com o avanço da tecnologia da comunicação que desafia as fronteiras geográficas, políticas e raciais? Há pouco tempo, quem poderia imaginar que fosse possível acompanhar, em tempo real, fatos que acontecem do outro lado do mundo? Gravamos uma mensagem, clicamos em “enviar” e pronto. Instantaneamente, nossa voz pode alcançar pessoas desconhecidas e ser replicada em escala global, até atingir os confins da Terra. Enquanto se debatem em explicações e complicações, os homens se desesperam porque não elevam os olhos para as alturas e perguntam: “O que tudo isso significa? Onde está o dedo de Deus nessa estranha epidemia?” Observando o coronavírus à luz das Escrituras, facilmente podemos concluir que o Deus do Céu está, mais uma vez, abatendo a soberba dos homens. E, pensando nisso, recordo-me do relato do Êxodo, especialmente o momento em que Moisés, pela primeira vez, apresentou-se diante do poderoso e arrogante Faraó. Quando o governante egípcio ouviu que Deus enviara Moisés para libertar Seu povo, Faraó sentiu-se ofendido pela ousadia desse Deus que estava deliberando acerca dos seus escravos. A resposta do rei do Egito foi: “Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir a Israel” (Êxodo 5.2). Apesar da sua arrogância, temos que admitir que Faraó foi preciso quanto ao motivo da sua reação irada: ele não reconhecia o SENHOR e, por isso, achava que era capaz de desafiá-l’O. Mas, como sabemos, o preço da arrogância foi altíssimo. No final do embate, quando o Egito já estava arrasado, e o SENHOR enviou a décima praga, o povo de Deus foi liberto ao mesmo tempo em que todo o Egito pranteava a morte dos seus primogênitos. Em Êxodo 12:30, Moisés declara: “Levantou-se Faraó de noite, ele, todos os seus oficiais e todos os egípcios; e fez-se grande clamor no Egito, pois não havia casa em que não houvesse morto” (Êxodo 12.30). Em meio ao desespero e pavor que toma conta do mundo, lembremo-nos de uma verdade importante: “Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça” (1Pe 5.5). Se você ainda não considerou isso, esse é um momento propício para aprender que, “Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade” (Sl 39.5). Deus está chamando nossa atenção por meio do coronavírus. Você O está ouvindo?