
Edição extra (3) - O remédio da Palavra para a ameaça do coronavírus. A sorte está lançada. O otimismo consolador do “talvez” ou do “pode ser” já está descartado. Segundo as autoridades, dentro de pouco tempo, o número de brasileiros infectados com o coronavírus vai explodir. A razão é que já estamos na fase da chamada transmissão comunitária. Isto significa que o contágio não está acontecendo somente por meio de quem viajou para fora do Brasil. O vírus, agora, está se espalhando por meio de pessoas que foram contaminadas pelos que que viajaram. A sombria expectativa é que, cedo ou tarde, o indesejável visitante estará batendo à porta de pessoas próximas. O momento é delicado, pois estamos em rota de colisão com o agente contaminante e não temos como mudar a direção do nosso barco. É como quem está na expectativa de um furacão que vem vindo e já pode ver as copas das árvores agitando-se com a força das primeiras rajadas de vento. Vamos tentar medidas paliativas de proteção e procurar nos acomodar em um cantinho da casa onde haja alguma proteção. No mais, acostumar-se com os assobios apavorantes da ventania e esperar que a tempestade perca força quando passar sobre o nosso telhado. Enquanto os noticiários nos deixam a par da letalidade do vírus que avança nas trevas e se propaga insidiosamente, lembro-me do Salmo 91, que fala acerca da segurança que desfrutamos quando estamos no esconderijo do Altíssimo, descansando à sombra do Onipotente. Tendo o SENHOR como nosso refúgio e baluarte, seremos guardados da peste perniciosa, do inimigo que ataca na escuridão, das flechas disparadas à luz do dia e da mortandade que assola ao meio-dia. A linguagem do Salmo é precisa, e qualquer semelhança com fatos e acontecimentos reais não terá sido mera coincidência. Essa linda poesia inspirada pelo Espírito Santo acrescenta um elemento essencial que falta às manchetes dos telejornais: a confiança plena no Deus Todo-poderoso. Talvez você, como eu, já tenha observado que os donos de certas casas e estabelecimentos comerciais deixam a Bíblia aberta no Salmo 91, crendo que assim terão proteção divina para a família ou os negócios. Por saberem que esse salmo fala da proteção do Altíssimo, muitos acham que podem receber as bênçãos do SENHOR, se usarem o Salmo 91 como um amuleto. Tal prática, além de ser ineficaz, desonra o SENHOR, Autor final do Salmo, que nos deu Sua Palavra não para nos conceder poderes mágicos, mas para nos fazer conhecer Sua Pessoa e Sua vontade. O Salmo 91 exposto em uma prateleira não serve de proteção contra o coronavírus. Contudo, se estiver guardado no nosso coração e aplicado na nossa alma, vai nos guardar do pânico que atualmente se abate sobre as pessoas. Então, alguém poderia perguntar: “Eu, que realmente conheço a Deus e confio na Sua proteção, estou imune ao coronavírus?” Não necessariamente. Mas, seja o que for, tendo sua vida nas mãos do SENHOR, você será vitorioso. Se acontecer de você sucumbir diante do ataque do coronavírus, poderá ser condecorado, na casa do Pai, com a coroa da vida. Então, ficando ou indo, o vírus será derrotado, e Deus será glorificado. A grande questão é: você está pronto para cruzar os portais eternos? Se não, aproveite a oportunidade e entregue sua vida a Cristo agora mesmo. Desse modo, você poderá dizer como o apóstolo Paulo: “Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Filipenses 1.23).